sábado, 24 de julho de 2010



O silêncio do quarto foi rompido por um repentino estrondo de trovoada lá fora. Lentamente, as nuvens cinzentas no céu abriram suas comportas e uma chuva fina passou a cair. Começou discreta e gentil, acariciando o ar quente com erotismo, lambendo os lados dos prédios, pingando sobre a relva, beijando todos os recantos escuros da noite. Era uma chuva quente, leviana e sensual, escorrendo devagar, muito devagar, até que o ritmo se acelerou e mudou para uma tempestade impetuosa, feroz e exigente, uma batida orgíaca num ritmo firme e selvagem, martelando com uma força cada vez maior, mais e mais depressa, até finalmente explodir numa sucessão de trovoadas. E de repente, tão depressa quanto se iniciara, a tempestade acabou.


Escrito nas Estrelas - Sidney Sheldon

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